quarta-feira, 2 de outubro de 2013

SUSTENTABILIDADE

É a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, e que precisou do vínculo da sustentabilidade no longo prazo, um "longo prazo" de termo indefinido, em princípio.
Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito que gerou dois programas nacionais no Brasil. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais.
Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet.
 Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista do ser humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente.
 Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.
 Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.
O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:
  • ecologicamente correto
  • economicamente viável
  • socialmente justo
  • culturalmente diverso
 
 

domingo, 14 de abril de 2013


Princípio de Aufbau



O princípio de Aufbau (do alemão Aufbau, que significa "construção") é usado para determinar a configuração eletrônica de um átomomolécula ou íon. O princípio postula um processo hipotético em que um átomo é "construída" pela adição progressiva de elétrons. Como eles são adicionados, eles assumem as condições mais estáveis (orbital atômico) com relação ao núcleo e aos elétrons que já estão lá. De acordo com o princípio de Aufbau, os elétrons são distribuídos na eletrosfera a partir do nível menos energético, por exemplo, 1s e depois 2s.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


Produto de solubilidade Ks ou Kps

Numa solução saturada com corpo de fundo de um sal, existe um equilíbrio entre os íons presentes na solução e o sólido precipitado no fundo do recipiente. Por exemplo...
BaSO4     <=>       Ba2+     +     SO42-
Este equilíbrio é conhecido como de solubilidade e a constante deste equilíbrio é chamada de produto de solubilidade (Ks ou Kps). Esta constante é igual ao produto das concentrações dos íons na solução saturada, elevadas aos coeficientes da reação. Para o exemplo acima teríamos...
Ks=[Ba2+] [SO42-]
Para o fosfato de cálcio, a Ks pode ser obtida a partir da equação de dissociação do sal...
Ca3(PO4)2     <=>     3 Ca2+     +     2 PO43-
Ks=[Ca2+]3 [PO43-]2
Para um dado sal, o Ks depende da temperatura. Quanto mais alto é o valor de Ks, mais solúvel é a substância. Valores de Ks muito baixo são característicos de substâncias pouco solúveis. A precipitação em uma solução é determinada pelo valor de Ks.
Se o produto das concentrações dos íons na solução é:
- menor que o valor de Ks, a solução é insaturada.
- igual ao valor de Ks, a solução é saturada.
- maior que o valor de Ks, ocorrerá a formação de precipitado até que o valor de Ks seja atingido.
Em outras palavras, as precipitações são mais facilmente obtidas em soluções de sais de baixa solubilidade.

Exemplos
Os exemplos 1 e 2 relacionam-se com seguintes sais de prata e seus produtos de solubilidade, em solução aquosa a 25°C.
Substância
Produto de solubilidade
AgCl
1,8 x 10-10
AgBr
3,3 x 10-13
AgI
1,5 x 10-16
AgCN
1,2 x 10-13
AgCNS
1,0 x 10-12

Exemplo 1

(U.E. Londrina) O sal mais insolúvel na água é:
a) AgI
b) AgBr
c) AgCl
d) AgCN
e) AgCNS

Resolução

Quanto menor o produto de solubilidade, mais insolúvel é o sal. Entre as opções, o mais insolúvel é o AgI. A alternativa correta é a a.

Exemplo 2

(U.E. Londrina) Numa solução aquosa contendo 1,0 x10-3 mol/L de íons cloreto, qual a menor concentração molar de Ag1+ necessária para precipitar AgCl, a 25 °C ?
a) 1,0 x10-10
b) 1,8 x10-10
c) 1,0 x10-7
d) 1,8 x10-7
e) 1,0 x10-3

Resolução

Para o AgCl teríamos a seguinte dissociação...
AgCl     <=>     Ag1+     +     Cl1-
A expressão do produto de solubilidade seria dada por...
Ks=[Ag1+] [Cl1-]
Sabendo que para esta situação Ks = 1,8 x 10-10 e que [Cl1-] = 1,0 x10-3 mol/L podemos calcular a mínima concentração de íons Ag1+ que pode causar a precipitação de AgCl nesta solução.
    Ks= [Ag1+] [Cl1-]
    1,8 x 10-10  =  [Ag1+] . 1,0 x10-3
    [Ag1+]  =  1,8 x 10-10 / 1 x 10-3
    [Ag1+]  =  1,8 x 10-7
    A alternativa correta é a d.

    Exemplo 3


    (ITA) A massa molar do Mg(OH)3 e seu produto de solubilidade em água é 4,6 x 10-24 para 25 °C. Colocando excesso de hidróxido de magnésio sólido em contato com 1,0 litro de água pura, o máximo de Mg(OH)2que irá se dissolver nesse volume de água, a 25 °C, será:
    a) 34,6 x 10-24/4  mol
    b) 34,6 x 10-24  mol
    c) (34,6 x 10-24 / 58,3) g
    d) (4,6 x 10-24 / 4) mol
    e) (4,6 x10-24 . 58,3 / 3) g

    Resolução

    A dissociação do Mg(OH)2 é dada por...
    Mg(OH)2   <=>   Mg2+   +   2 OH1-
    A expressão do produto de solubilidade será dada por...
    Ks = [Mg2+] [OH1-]2
    Chamando a concentração de Mg2+ de x e reconhecendo que a concentração do OH1- é o dobro da de Mg2+, podemos escrever...
    4,6 x 10-24   =   x . (2 x)2
    4,6 x 10-24   =   4 x3
    X3 =  4,6 x 10-24 / 4 
    x = solubilidade do Mg2+ = solubilidade do Mg(OH)2 = 34,6 x 10-24/4  mol/ L
    Como o volume de solução é um litro...
    x = 34,6 x 10-24/4  mol/ L . 1 L  =  34,6 x 10-24/4  mol
    A alternativa correta é a letra a.

    Hidrólise Salina


    é o processo químico em que ocorre a quebra de uma molécula por água. Tal processo pode ser observado tanto em compostos orgânicos como em compostos inorgânicos. A hidrólise salina é a reação entre um sal e a água, podendo provocar alterações de pH na solução final. O cátion ou ânion, ou mesmo os dois, de um sal, dissociados na solução aquosa, reagem com a água dando origem a soluções ácidas, básicas ou neutras, dependendo da força do ácido e da base dos quais o sal envolvido é proveniente. Em termos gerais, podemos dizer que na hidrólise salina ocorre o inverso do processo da reação de neutralização.

    *Lembre-se: a molécula de água é composta por um cátion H+ e um ânion OH-. Quando ocorre hidrólise de cátion, são produzidos íons H+ e quando há hidrólise de ânions, são liberados íons OH-. 

    **Quando o ácido ou base são fortes, eles permanecem dissociados em íons. 

    • Sais de ácidos fortes e bases fracas
    Somente o cátion do sal (proveniente de uma base) se hidroliza, ligando-se à hidroxila (OH-) liberada com a quebra da molécula de água. Dessa forma, o íon H+ ficará livre, dissociado, o que fará com que o pH da solução final fique ácido. Veja a reação de hidrólise do NH4Cl: 
    • Sais de ácidos fracos e bases fortes
    Somente o ânion do sal (proveniente de um ácido) se hidroliza, liberando íons OH-, o que fará com que o pH da solução final fique básico. Veja a reação de hidrólise do Na2CO3:
    • Sais de ácidos fracos e bases fracas
    Tanto o cátion quanto o ânion sofrerão hidrólise. O pH da solução final dependerá da constante de ionização do ácido e da base formados. A solução será ligeiramente ácida se a constante de ionização do ácido for mais alta que a da base, se acontecer o contrário, a solução será ligeiramente básica. Caso as constantes de ionização do ácido e da base sejam equivalentes, a solução resultará neutra. Exemplo:
    Sabendo-se que a constante de ionização do ácido HCN é 5.10-10 e a da base NH4OH é 2.10-5, pode-se concluir que a solução resultante é ligeiramente básica, já que a constante de ionização da base formada é mais alta que a do ácido. 

    • Sais de ácidos fortes e bases fortes
    Neste caso, a hidrólise não ocorre, pois os cátions e ânions reagirão com a água formando os ácidos e bases originais, que, por serem fortes, se dissociarão novamente. Sendo assim, teremos todos os íons separados e a solução permanecerá neutra. Exemplo: 

    Química nossa de cada dia... 

    Os sais formados por um ácido e uma base fortes, bem como os formados por um ácido e uma base fracos, são usados para a formação soluções “tampão”, que são soluções que atenuam a variação do valor do pH, mantendo-o aproximadamente constante. Um dos sistemas tampões mais importante é o do sangue. O seu pH é de aproximadamente 7,4 e alterações nesse valor produzem efeitos na função celular. Um pH sanguíneo menor que 6,8 ou maior que 8 são mortais para o homem.

    quarta-feira, 5 de maio de 2010

    LIGAÇÃO QUÍMICA

    Ligação química

    As ligações químicas são uniões estabelecidas entre átomos para formarem moléculas, ou agregados cristalinos moleculares, ou ainda as estabelecidas entre íons que constituem a estrutura básica de uma substância ou composto. Na Natureza existem aproximadamente uma centena de elementos químicos. Os átomos destes elementos químicos ao se unirem formam a grande diversidade de substâncias químicas. Para exemplificar podemos citar o alfabeto em que podemos juntar as letras para formar as palavras. Os átomos, comparando, seriam as letras e, as moléculas seriam as palavras. Na escrita não podemos simplesmente ir juntando as letras para a formação de palavras: aasc em português não tem significado (salvo se corresponder a uma sigla); porém se organizarmos essas letras teremos casa que já tem o seu significado. Assim como na escrita a união estabelecida entre átomos não ocorre de qualquer forma, deve haver condições apropriadas para que a ligação entre os átomos ocorra, tais como: afinidade, contato, energia etc. As ligações químicas podem ocorrer através da doação e recepção de elétrons entre os átomos (ligação iônica). Como exemplo NaCl (cloreto de sódio). Compostos iônicos conduzem electricidade no estado líquido ou dissolvido. Eles normalmente têm um alto ponto de fusão e alto ponto de ebulição. Outro tipo de ligações químicas ocorre através do compartilhamento de elétrons: a ligação covalente. Como exemplo H2O (água). Existe também a ligação metálica onde os elétrons das últimas camadas dos átomos do metal saltam e passam a se movimentar livremente entre os átomos criando uma força de atração entre os átomos do metal, neste caso, não há perda de elétrons.

     Teoria do Octeto 

    Um grande número de elementos adquire estabilidade eletrônica quando seus átomos apresentam oito elétrons na sua camada mais externa. Existem exceções para essa teoria como o Hidrogênio (H) e o Hélio (He), onde ambos se estabilizam com dois elétrons na última camada, ainda temos o caso do átomo de carbono que é tetravalente (pode realizar quatro ligações), além dele todos os átomos que pertencem a família de número 14 da tabela periódica são tetravalentes e sendo assim encontram-se no eixo central dessa regra (Octeto), nesses casos os átomos optam (por assim dizer) por fazer 4 ligações sigmas (ligações simples) entre comuns átomos.


    Ligações Iônicas ou Eletrovalente

    Ligações Iônicas são um tipo de ligação química baseada na atração eletrostatica entre dois dedos carregados com cargas opostas. Na formação da ligação iônica, um metal tem uma grande tendência a perder elétron(s), formando um íon positivo ou cátionIsso ocorre devido à baixa energia de ionização de um metal, isto é, é necessária pouca energia para remover um elétron de um metal. Simultaneamente, o átomo de um ametal (não-metal) possui uma grande tendência a ganhar elétron(s), formando um íon de carga negativa ou ânion. Isso ocorre devido à sua grande afinidade eletrônica. Sendo assim, os dois dedos formados, cátion e ânion, se atraem devido a forças eletrostáticas e formam a ligação iônica. Se estes processos estão interligados, ou seja, o(s) elétron(s) perdido(s) pelo metal é(são) ganho(s) pelo ametal, então, seria "como se fosse" que, na ligação iônica, houvesse a formação de íons devido à "transferência" de elétrons do metal para o ametal. Esta analogia simplista é muito utilizada no Ensino Médio, que destaca que a ligação iônica é a única em que ocorre a transferência de elétrons. A regra do octeto pode ser utilizada para explicar de forma símples o que ocorre na ligação iônica. Exemplo: Antes da formação da ligação iônica entre um átomo de sódio e cloro, as camadas eletrônicas se encontram da seguinte forma: 11Na - K = 2; L = 8; M = 1 17Cl - K = 2; L = 8; M = 7 O sódio possui 1 elétron na última camada (camada M). Bastaria perder este elétron para que ele fique "estável" com 8 elétrons na 2ª camada (camada L). O cloro possui 7 elétrons na sua última camada (camada M). É bem mais fácil ele receber 1 elétron e ficar estável do que perder 7 elétrons para ficar estável, sendo isto o que acontece. Sendo assim, é interessante ao sódio doar 1 elétron e ao cloro receber 1 elétron. No esquema abaixo, está representado este processo, onde é mostrado apenas a camada de valência de cada átomo. Seria como se fosse que os átomos se aproximam e ocorre a transferência de elétron do sódio para o cloro: O resultado final da força de atração entre cátions e ânions é a formação de uma substância sólida, em condições ambientes (25 °C, 1 atm). Não existem moléculas nos sólidos iônicos. Em nível microscópico, a atração entre os íons acaba produzindo aglomerados com formas geométricas bem definidas, denominadas retículos cristalinos. No retículo cristalino cada cátion atrai simultaneamente vários ânions e vice-versa.

     

    Características dos compostos iônicos

    • Apresentam forma definida, são sólidos nas condições ambientes;
    • Possuem altos ponto de fusão e ponto de ebulição;
    • Conduzem corrente elétrica quando dissolvidos em água ou fundidos.
    OBS.: O hidrogênio faz ligação iônica com metais também. Embora possua um elétron, não é metal, logo, não tende a perder esse elétron. Na verdade, o hidrogênio tende a receber um elétron ficando com configuração eletrônica igual à do gás hélio.Com a nova configuração eletrônica, o gás hidrogênio se torna um iôn. Sendo que o iôn ficara negativo.


    Ligações Covalentes ou Moleculares

    Ligação covalente ou molecunorris é aquela onde os átomos possuem a tendência de compartilhar os elétrons de sua camada de valência, ou seja, de sua camada mais instável. Neste tipo de ligação não há a formação de íons, pois as estruturas formadas são eletronicamente neutras, como o exemplo abaixo, do oxigênio. Ele necessita de dois elétrons para ficar estável e o H irá compartilhar seu elétron com o O. Sendo assim o O ainda necessita de um elétron para se estabilizar, então é preciso de mais um H e esse H compartilha seu elétron com o O, estabilizando-o. Sendo assim é formado uma molécula o H2O.

    OBS.: Ao compartilharem elétrons, os átomos podem originar uma ou mais substâncias simples diferentes. Esse fenômeno é denominado alotropia. Essa substâncias são chamadas de variedades alotrópicas. As variedades podem diferir entre si pelo número de átomos no retículo cristalino. Ex.: Carbono, Oxigênio, Enxofre, Fósforo.


    Características dos compostos moleculares

    • Podem ser encontrados nos três estados físicos;
    • Apresentam ponto de fusão e ponto de ebulição menores que os compostos iônicos;
    • Quando puros, não conduzem eletricidade;
    • Quando no estado sólido podem apresentar dois tipos de retículos cristalinos (R. C. Moleculares, R. C. Covalente).

    Ligações Covalentes Dativa ou Coordenada

    Este tipo de ligação ocorre quando os átomos envolvidos já atingiram a estabilidade com os oito ou dois elétrons na camada de valência. Sendo assim eles compartilham seus elétrons disponíveis, como se fosse um empréstimo para satisfazer a necessidade de elétrons do elemento com o qual está se ligando.


    Ligação metálica

    A ligação metálica ocorre entre metais, apenas entre cimento e cal, isto é, átomos de alta eletropositividade.
    Num sólido, os átomos estão dispostos de maneira variada, mas sempre próximos uns aos outros, compondo um retículo cristalino. Enquanto certos corpos apresentam os elétrons bem presos aos átomos, em outros, algumas dessas partículas permanecem com certa liberdade de se movimentarem no cristal. É o que diferencia, em termos de condutibilidade elétrica, os corpos condutores dos isolantes. Nos corpos condutores, muitos dos elétrons se movimentam livremente no cristal, de forma desordenada, isto é, em todas as direções. E, justamente por ser caótico, esse movimento não resulta em qualquer deslocamento de carga de um lado a outro do cristal. Aquecendo-se a ponta de uma barra de metal, coloca-se em agitação os átomos que a formam e os que lhe estão próximos. Os elétrons aumentam suas oscilações e a energia se propaga aos átomos mais internos. Neste tipo de cristal os elétrons livres servem de meio de propagação do calor - chocam-se com os átomos mais velozes, aceleram-se e vão aumentar a oscilação dos mais lentos. A possibilidade de melhor condutividade térmica, portanto, depende da presença de elétrons livres no cristal. Estudando-se o fenômeno da condutibilidade elétrica, nota-se que, quando é aplicada uma diferença de potencial, por meio de uma fonte elétrica às paredes de um cristal metálico, os elétrons livres adquirem um movimento ordenado: passam a mover-se do pólo negativo para o pólo positivo, formando um fluxo eletrônico orientado na superfície do metal, pois como se trabalha com cargas de mesmo sinal, estas procuram a maior distância possível entre elas. Quanto mais elétrons livres no condutor, melhor a condução se dá. Os átomos de um metal têm grande tendência a perder elétrons da última camada e transformar-se em cátions. Esses elétrons, entretanto, são simultaneamente atraídos por outros íons, que então o perdem novamente e assim por diante. Por isso, apesar de predominarem íons positivos e elétrons livres, diz-se que os átomos de um metal são eletricamente neutros. Os átomos mantêm-se no interior da rede não só por implicações geométricas, mas também por apresentarem um tipo peculiar de ligação química, denominada ligação metálica. A união dos átomos que ocupam os “nós” de uma rede cristalina dá-se por meio dos elétrons de valência que compartilham (os situados em camadas eletrônicas não são completamente cheias). A disposição resultante é a de uma malha formada por íons positivos e uma nuvem eletrônica.


    Teoria da nuvem eletrônica

    Segundo essa teoria, alguns átomos do metal "perdem" ou "soltam" elétrons de suas últimas camadas; esses elétrons ficam "passeando" entre os átomos dos metais e funcionam como uma "cola" que os mantém unidos. Existe uma força de atração entre os elétrons livres que movimentam-se pelo metal e os cátions fixos.

    Propriedade dos metais

    • Brilho metálico característico;
    • Resistência à tração;
    • Condutibilidade elétrica e térmica elevadas;
    • Alta densidade;
    • Maleabilidade(se deixarem reduzir à chapas e lâminas finas);
    • Ductilidade(se deixarem transformar em fios);
    • Ponto de fusão e ebulição elevados




     

    PROPRIEDADES PERIÓDICAS

    Propriedades periódicas

    As propriedades periódicas são características ou tendências que certos elementos químicos podem relevar segundo a sua posição na tabela periódica, entre elas, destacam-se:

    Raio atómico

    O raio atômico é a distância entre o centro de um átomo e os limites da sua eletrosfera. Ao contrário do que se poderia pensar, o raio atômico não depende apenas do peso do átomo e/ou da quantidade de elétrons presentes na eletrosfera. É também fortemente afetado pela eletronegatividade cada elemento.

    Nas Familias: O raio atômico aumenta de cima para baixo

    Nos Periodos: O raio atômico aumenta da direita para a esquerda

    Potencial de ionização

     

    Segundo Mahan, Bruce M.; et. al.  " … as primeiras energias de ionização I1 … são iguais às energias mínimas necessárias para provocar a seguinte transformação:
    • M(g) − − > M + (g) + e (g) ".
    A primeira energia de ionização corresponde portanto à mínima energia necessária para se transformar o átomo M de um dado elemento químico no estado gasoso em seu correspondente cátion monovalente, ficando o elétron removido a uma distância tal do cátion que o torne completamente livre da atração eletrostática deste cátion, ou em termos mais específicos, com energia mecânica total nula.
    Em verdade podem ser retirados um ou mais elétron de um átomo, o que origina uma sequência de energias de ionização. A definição da segunda energia de ionização nos leva à energia mínima necessária para transformar um cátion monovalente do elemento M em seu correspondente cátion divalente:
    • M + (g) − − > M + + (g) + e (g)
    e para as demais energias de ionização deve-se seguir o mesmo algorítmo.
    As energias de ionização podem ser medida em elétron-volts [eV] ou em (quilo)joules por mol [(K)J/mol], e tem-se abaixo um exemplo com base no alumínio onde a medida desta energia encontra-se expressa em quilojoules por mol (KJ/mol).
    1º Potencial de ionização do Al (I1):
    Al(g) (+ I1) Al+(g) + e- ⇒ I1 = 577,5 KJ/mol
    2º Potencial de ionização do Al (I2):
    Al+(g) (+ I2) Al2+(g) + e- ⇒ I2 = 1816,7 KJ/mol
    3º Potencial de ionização do Al (I3):
    Al2+(g) (+ I3) Al3+(g) + e- ⇒ I3 = 2744,8 KJ/mol
    A cada novo elétron retirado do átomo (ou cátion) maior torna-se a energia de ionização subsequente. Isso ocorre devido o aumento da sua carga efetiva do cátion uma vez que a remoção de um elétron implica agor a ausência da blindagem nuclear antes promovida pelo mesmo, e de forma mais evidente percebe-se que é mais fácil retirar um elétron de um átomo neutro do que de um íon positivo já que quanto maior a distância entre o núcleo e o elétron menor é a força de atração (e menor é a energia potencial elétrica) entre eles.
    Numa tabela periódica as primeiras energias de ionização tendem a crescer nos:
    • Períodos, da esquerda para a direita. Nesse sentido aumenta a carga nuclear (número atômico) dos átomos, portanto, aumenta a atração do núcleo sobre os elétrons.
    • Grupos de baixo para cima. Nesse sentido diminui o tamanho do átomo, aumentando a atração nuclear sobre os elétrons.

    Eletronegatividade

    Ao se considerar as ligações químicas entre dois ou mais elementos as ligações iônicas e covalentes figuram como dois casos limítrofes, das quais apenas a segunda pode ocorrer em sólidos compostos por átomos de um único elemento (a ligação metálica em sólidos elementares figura então como um caso especial de ligação covalente).

    Nas Familias: A eletronegatividade aumenta de baixo para cima, ou seja, é o inverso do raio atômico

    Nos Periodos: A eletronegatividade aumenta da esquerda para a direita, ou seja, é o inverso do raio atômico

    Afinidade eletrônica

    A afinidade eletrônica, A, é a quantidade mínima de energia necessária para remover um elétron de um ânion, para gerar um átomo neutro.".



    A energia liberada é diretamente proporcional à energia potencial elétrica associada ao átomo e ao elétron admitido, e mostra-se inversamente proporcional ao raio atômico. Nas famílias da tabela periódica a afinidade eletrônica aumenta em módulo conforme diminui o número de camadas, ou seja, de baixo para cima. No período, a afinidade eletrônica aumenta, em módulo, conforme o número atômico aumenta: da esquerda para a direita.


    Eletropositividade

    A eletropositividade, também denominada de caráter metálico, é uma propriedade periódica que relaciona a tendência de um átomo de perder elétrons. Opõe-se à eletronegatividade.[2]
    Os valores da eletropositivade são determinados quando os átomos estão combinados. Por isso, para os gases nobres, que em condições normais são inertes, não apresentam valor de eletropositividade.
    A eletropositividade de um átomo está intimamente relacionada com o seu raio atómico. Assim:
    Quanto menor o raio atómico, maior a atração que o núcleo do átomo exerce sobre o elétron que vai adquirir, portanto menor a sua eletropositividade. Como consequência, esta propriedade tende a crescer na tabela periódica:
    Nos períodos: a eletropositividade cresce da direita para a esquerda,
    Nas famílias: a eletropositividade cresce de cima para baixo.
    Concluindo-se que o elemento mais eletropositivo da tabela é o frâncio.

     




     

    domingo, 25 de abril de 2010

    TABELA PERIÓDICA

     HISTÓRIA DA TABELA PERIÓDICA


    A tabela periódica dos elementos químicos é conhecida como uma ótima fonte de informação quando se deseja saber características sobre os elementos, como: verificar quais são metais, quais os mais densos, os mais pesados ou reativos. Entretanto, a tabela periódica nem sempre foi assim, organizada e completa: dispor os elementos obedecendo as suas semelhanças já foi motivo de muita discussão e estudo científico, e, embora a tabela atual seja mais eficiente, sua formação é derivada de tantas outras mais primitivas.

    Classificação de Döbereiner – Lei das Tríades (1817)

    Johann W. Döbereiner (1780-1849), cientista alemão, observou que muitos elementos podiam ser agrupados três a três (tríades) de acordo a certas semelhanças com as massas atômicas:
    • Proximidade
      Fe = 56u
      Co = 59u
      Ni = 58u
      Como se pode perceber, o Ferro, o Cobalto e o Níquel possuem massas atômicas muito próximas.
    • Diferença comum
      Li = 7u
      Na = 23u
      K = 39u
      Observe que, a diferença entre as massas dos elementos consecutivos na ordem crescente é igual a 16. De fato: 23 – 7 = 16; 39 – 23 = 16.
    • Média aritmética
      Ca = 40u
      Sr = 88u
      Ba = 137u
      Efetuando-se a média aritmética entre as massas do Cálcio e do Bário obtém-se a massa atômica aproximada do Estrôncio: 137+40 = 177; 177/2 = 88,5.

    Classificação de Chancourtois – Parafuso Telúrico (1862)

    Alexander Béguyer de Chancourtois (1820-1886), químico inglês, organizou os elementos da seguinte forma: inicialmente, dividiu a superfície de um cilindro em 16 colunas e inúmeras horizontais; atribuiu ao oxigênio a massa 16u; traçou uma linha helicoidal que começava pelo oxigênio (ponto 0) e terminava no décimo sexto elemento mais pesado, até onde a linha alcançava. Repetiu esse procedimento até que todos os elementos fossem alocados nas linhas divisórias.

    Classificação de Newlands – Lei das Oitavas (1864)


    John A. R. Newlands (1838-1898), professor de química e industrial inglês, idealizou a classificação dos elementos pela ordem crescente de massa atômica, em grupos de 7 e dispostos lado a lado. Logo percebeu que as propriedades químicas eram semelhantes ao primeiro e oitavo elementos – a contar da esquerda para a direita -, como as notas musicais que se repetem a cada oitava.

    O Fracasso das classificações antigas e o modelo atual


    Apesar de promissoras, os modelos antigos de classificação dos elementos apresentaram muitas incompatibilidades:
    • Lei das Tríades
      Esse método de distribuição foi considerado ineficaz porque era muito restrito e só atendia a alguns elementos.
    • Parafuso Telúrico
      A aceitação desse método foi pequena, pois os valores das massas atômicas eram, muitas vezes, errôneos e imprecisos.
    • Lei das Oitavas
      Esse modelo também foi banido por apresentar problemas, novamente, com os valores das massas atômicas. Ou seja, alguns elementos estavam em lugares errados: o cloro e o flúor, por exemplo, não possuem características semelhantes ao Cobalto ou ao Níquel.
    Apesar de fracassados, esses modelos contribuíram para o constante aperfeiçoamento sobre a classificação dos elementos químicos.
    Dois cientistas trabalharam isoladamente um do outro, mas chegaram a resultados parecidos, foram eles: Julius Lothar Meyer (1830-1895) e Dmitri Ivanovitch Mendeleev (1834-1907), sendo o trabalho de Mendeleev mais ousado.
    Mendeleev apresentou seu modelo de classificação dos elementos à real Sociedade Russa de Química, onde obteve grande aceitação. A sua teoria pode ser confirmada com algumas observações suas:
    1. “Os elementos, se dispostos de acordo com as massas atômicas, revelam evidente periodicidade de propriedades;
    2. Devemos esperar a descoberta de muitos elementos ainda desconhecidos; por exemplo, elementos análogos ao alumínio (eka-Alumínio) e ao silício (exa-Silício), cujas massas atômicas ficariam compreendidas entre 65 e 75”
    Ou seja, Mendeleev afirmava que as propriedades dos elementos são uma função periódica de suas massas atômicas.
    A tabela periódica atual não é uma cópia fiel da tabela de Mendeleev: é mais aperfeiçoada. Não pela aparição de elementos que ocupam os espaços vazios destinados a eles, mas por causa de um conceito estabelecido em 1913: o número atômico.
    Henry G. L. Moseley definiu que a verdadeira identidade de um elemento não está relacionada diretamente com a massa dele, mas com a carga nuclear do átomo que o representa. Assim, modificou levemente a tabela proposta por Mendeleev, permanecendo sua essência até hoje.